Corrupção, uma questão cultural?

Por que inicio esse texto com uma pergunta relativamente simples, mas que demonstra um grau tão alto de complexidade? Nos dias atuais, vivemos situações tão surreais em nosso país que, às vezes, temos certeza que entramos em um pesadelo sem fim. Para exemplificar melhor, farei um apanhado de possibilidades que poderiam ter ocorrido desde o descobrimento do Brasil:

E se o Brasil não fosse uma colônia de exploração?

E se o Brasil não fosse dividido em capitanias hereditárias?

E se os índios brasileiros não fossem catequizados pelos padres jesuítas?

E se o Brasil não fosse uma colônia portuguesa?

E se o Brasil não tivesse passado por uma monarquia?

E se no Brasil não ocorressem tantos conflitos regionais?

E se o Brasil não entrasse nas duas grandes guerras mundiais?

E se o Brasil não passasse pelo regime militar?

E se no Brasil não tivesse tanta CORRUPÇÃO?

Como seria o nosso país se não acontecesse essa quantidade elevada de fatos históricos? Cabe a nós refletirmos que não somos frutos de atos de corrupção, temos que ter o total discernimento que a formação da sociedade brasileira vem há mais de quinhentos anos. Falar que a corrupção é cultural seria vago, injusto e até leviano, é preciso que analisemos fatores históricos e atuais para termos um entendimento, no mínimo, plausível. Acredito que grande parte da população brasileira é honesta, mas existem pessoas que acabam contaminando outras de forma até o ponto de ser irreversível. Enfim, a corrupção é um mal intrínseco em parte da sociedade e entendo que não é uma questão cultural. Em nosso país, não devemos, deve forma alguma, tratar a população generalizadamente, é imprudente e negativo.

No primeiro texto, afirmei que o passo inicial para extirparmos o mal da corrupção seria conscientização das pessoas, agora, para prosseguirmos no caminho da honestidade, precisamos mudar pequenos hábitos, mesmo que nós não percebamos, temos que enfrentar e repensar certas atitudes como: ceder lugar nos transportes coletivos para pessoas idosas; dar passagem a pessoas com necessidades especiais; sempre pedir emprestado algo que não é de sua propriedade; respeito no trânsito; ser honesto em todas as relações, principalmente com familiares; tratar com solidariedade e respeito às pessoas independente de cor, religião, raça, orientação e convicção política; ter boas condutas.

Essas atitudes, que elenquei acima, é uma pequena parcela do que podemos fazer para o início do processo de mudança da sociedade brasileira. Em síntese, afirmo de forma categórica, que a corrupção não é cultural, mas entendo que seja desvio de caráter de pessoas que não tiveram uma educação correta.

Até a próxima!!!

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