A nefasta administração do dinheiro público.

            Neste artigo, falaremos do que estão fazendo com o dinheiro público no Brasil. Sinceramente, não sabemos por quê? Há pouca transparência e muitas obscuridades no trato  com os recursos da sociedade. No país arrecada-se em torno de 2 (dois) trilhões de reais em impostos por ano, segundo dados extraídos da Associação Comercial de São Paulo – ACSP,  são muitos recursos para poucos benefícios à população.

 

Pergunto: essa quantidade “astronômica” de impostos pagos ao governo não seria suficiente para atender aos anseios da sociedade brasileira? Com certeza creio que com pouca parte desses recursos poderia solucionar diversos problemas como os de saúde, educação e segurança pública. Apenas a título de informação e indignação, nós brasileiros trabalhamos 05 (cinco) meses durante 01 (um) ano somente para pagar tributos, é vergonhoso! Questiono novamente: o que os governos fazem com todo esse dinheiro? Alguém sabe? Não façamos a mínima ideia.

            Mas com toda a corrupção desenfreada que se tem com grande parte desses recursos, ainda resta um “bom” dinheiro para se realizar melhorias essenciais para população, o revoltante é que não vemos, de forma efetiva, benefícios para nossas cidades.

O que realmente acontece com o dinheiro público no Brasil?

I – Os recursos são desviados para atividades escusas?

II – Os contratos são extremamente frágeis?

III – As legislações que versam sobre o assunto são inócuas?

IV – Os gestores não tem conhecimentos suficientes para administrar recursos públicos?

V – Há uma latente má administração no trato com a coisa pública?

            Digo com toda a certeza a vocês que são os 05 (cinco) fatores acima elencados. Os problemas de desvios de recursos já são de conhecimento da maior parte da população brasileira como sempre mencionei, é sistemático. Os contratos firmados com a administração pública passam a imagem de fácil ruptura e, enquanto as legislações, tenho a ideia formada que são pouco eficazes, dando margem, também, à interpretações descontinuadas. E o que dizer dos gestores? É público e notório que a maioria deles detém de ínfima compreensão sobre os assuntos correlatos à administração de recursos públicos, assim afetando, diretamente, as aspirações da sociedade constituída. Todos essas razões ensejam na incorreta ou má aplicação do dinheiro público.

            Não contamos, também, que o administrador deve ter a responsabilidade com o dinheiro público conforme determina, de forma categórica, a Constituição Federal de 1988 em seu art. 37º, além de respeitar os preceitos impostos pela sociedade brasileira que paga todos os dias por tributos extremamente elevados.

            O que podemos fazer para mudar esse panorama? Em primeiro lugar, fiscalizar os atos dos gestores para que os mesmos não cometam com infringência aos princípios éticos e regulamentares. No segundo momento, exigir alterações efetivas nas legislações, especialmente na 8.666/93 – que estabelece normas para licitações e contratos no âmbito da administração pública e, por último, exigir a implementação da transparência em todos os contratos firmados entre o governo e as empresas e empreiteiras.

            Finalmente, peço a toda população honesta desse país que sejamos céticos com os administradores e políticos, mas o que é ser uma pessoa cética? É um indivíduo que não acredita, que duvida ou que se apresenta incrédulo ou descrente, ao mesmo tempo precisamos agir para alterar essa situação tão absurda. 

 A corrupção é o pior câncer que existe.

Até breve.

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