Formação de condutores: ineficaz, utópico ou contaminado?

Inicio este quadragésimo terceiro artigo com os seguintes questionamentos:

I – Quanto vocês pagaram para realizar o processo de habilitação?

II – Vocês cumpriram todas as aulas teóricas e práticas determinadas pela legislação?

III – Os exames, ou seja, as provas foram aplicadas com critérios justos?

IV – Vocês levaram algum conhecimento, dos tempos de aulas, para a vida no trânsito em nossas cidades?

V – Vocês se recordam das instituições de ensino onde fizeram todo o processo de formação?

VI – Vocês lembram dos instrutores de trânsito que ministram às aulas?

VII – Vocês não acham que o processo de formação de condutores é deturpado?

Afinal, o processo está viciado por irregularidades?

         Hoje, quem determina as regras, obrigatoriamente, por meio de legislações de todo o processo de formação de condutores no país é o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN e, principalmente pelo CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

         Tenho o seguinte discernimento, o processo de formação de condutores tem que sofrer mudanças drásticas, essencialmente, nas legislações, o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, necessita rever seus conceitos, modificar posicionamentos. Vivemos em um país muito mais violento no trânsito do que em anos anteriores, as leis e o Código de Trânsito Brasileiro não são mais eficientes.

         O processo de formação de condutores, de forma nenhuma, pode estar eivado por vícios de irregularidades, caso isso aconteça, podemos não “pagar” pelos nossos erros agora, mas com certeza a “conta” virá com aumento substancial nas mortes em nossas ruas e rodovias. A equação é simples, se o processo for ruim, ineficaz ou mecânico, certamente muitas pessoas terão suas vidas abreviadas.

         Vamos trazer, neste momento do artigo, dados a respeito das mortes no trânsito no Brasil. O trânsito em nosso país “mata” mais de 47.000 (quarenta e sete mil) pessoas por ano e deixa mais de 400.000 (quatrocentos mil) com algum tipo de sequela. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – o Brasil é o quarto colocado em número de mortes nas Américas. O custo dessa epidemia ao país é de 56 bilhões, isso mesmo, BILHÕES…

Fonte: Folha de São Paulo.

         Não que este articulista esteja colocando toda a culpa pelas mortes no trânsito no processo de formação de condutores, mas que pelo menos, boa parte está atrelado aos vícios deste processo. São muitos problemas apresentados e soluções ineficazes, necessitamos rever nossos conceitos e promover inciativas mais enérgicas para que possamos mudar este panorama de guerra.

         Neste instante faço um alerta muito grave, se o processo de formação de condutores continuar dessa forma, em pouquíssimo tempo o trânsito no país entrará em colapso com aumento além do absurdo em acidentes fatais, sem contar com os gastos excessivos para economia brasileira.

         Leitores, hoje vemos ruas esburacadas, remendadas, mal sinalizadas, um processo de formação de condutores precário, ou seja, um trânsito “homicida” na grande maioria dos municípios brasileiros, entendo que o somatório desses problemas é fruto, exclusivo, da CORRUPÇÃO.

         Enfim, me respondam: o processo de formação de condutores é ineficaz, utópico ou contaminado?

A corrupção é o pior câncer que existe.

Até breve.

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