Urna de votação não é lixeira.

            Venho por meio deste primeiro artigo do ano de 2018, discorrer sobre um assunto de enorme importância para nós brasileiros daqui para os próximos dez meses, são as eleições para deputados estaduais, distritais, federais, senadores, governadores e, principalmente, presidente da república. Nessa sequência de meses antes do pleito escutaremos muitos discursos inflamados de candidatos contra a corrupção e a favor da moralidade na política, tudo isso com o simples intuito de conseguirem vagas em assembleias legislativas, congresso nacional e no palácio do planalto. Vamos deixar qualquer pessoa governar o Brasil?

            Durante décadas desde a redemocratização do país com a eleição do governador de Minas Gerais Tancredo Neves em 15 de janeiro de 1985 após 20 (vinte) anos de ditadura militar, a população brasileira teve algumas oportunidades para eleger representantes comprometidos em melhorar a situação da sociedade, mas uma parcela substancial desses eleitos apenas fez em benefício próprio. Nesses 32 (trinta e dois) anos de democracia, desde 1985, passamos por 7 (sete) eleições presidenciais e por 2 (dois) processos de impedimento de mandatários da república, parece esquisito, mas é a mais pura realidade da república.

Neste momento do artigo, vamos apresentar alguns dados que os leitores pensarão que vivemos em um país totalmente incoerente:

I – Quantos vereadores o Brasil tem?

São 56.810 (cinquenta e seis mil, oitocentos e dez);

II – Quantos deputados estaduais e distritais o Brasil tem?

São 1.059 (um mil e cinquenta e nove);

III – Quantos deputados federais o Brasil tem?

São 513 (quinhentos e treze);

IV – Quantos senadores o Brasil tem?

São 81 (oitenta e um);

V – Quantos governadores o Brasil tem?

São 27 (vinte e sete).

Totalizando são 58.490 (cinquenta e oito mil, quatrocentos e noventa) políticos no Brasil, sem contar o presidente da república e seu vice. São muitos não é? Existe a real necessidade dessa quantidade de representantes? Tem algo muito errado e estranho nesse processo.

Entramos em um momento de perguntas que permeiam a mente deste articulista:

Será que o brasileiro saberá votar em 2018?

A população irá fazer consultas na vida pregressa dos candidatos?

Não teremos a influência do poder econômico nessas eleições?

Ouviremos discursos propositivos ou de ódio nessas eleições?

Desta vez teremos a chance de extirparmos a corrupção no país? 

            O articulista que expõe este texto faz um apelo à população brasileira, votem com consciência, pesquisem em sites confiáveis a vida passada dos candidatos, não vendam ou troquem seu voto. Vamos começar a transformar o Brasil em um país mais justo e igual para todos.

A urna de votação NÃO é lixeira, atos errados terão consequências, muitas vezes, irreversíveis.

 A corrupção é o pior câncer que existe.

Até à próxima

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