Há critério de merecimento na administração pública?

            Neste momento NÃO, mas por quê? Simples, a administração pública sempre, desde o começo, “regeu-se” por critérios políticos ou como queiram mencionar, por indicações. Venho definir o que é merecimento no serviço público: é aquilo que torna alguém ou algo digno ou passível de receber prêmio, qualidade de quem, pelo valor, dotes morais e/ou intelectuais são premiados com reconhecimento; pessoas que demonstram capacidade nas atribuições inerentes à administração pública.

            Por incrível que pareça, os critérios de merecimento no serviço público provém da “popular” meritocracia, podem achar que estou sendo repetitivo, mas vou definir novamente a famosa e utópica meritocracia: é um sistema ou modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo, ou seja, é o processo de progressão profissional e social, uma consequência dos méritos individuais de cada pessoa mediante seus esforços e dedicações. Objetivamente a meritocracia é uma ilusão, pois não existem critérios técnicos avaliativos sólidos, ou seja, é “conversa para boi dormir” ou no máximo para quem tem Q.I. – “quem indica”.

            Fazendo uma breve reflexão, este articulista criou o neologismo “Amicumcracia” que significa, em latim, governo dos amigos, pensando melhor neste termo, o mesmo cabe como uma “luva” na situação atual dos critérios de merecimento na administração pública. “A “Amicumcracia” é exatamente o que acontece em vários governos, ou seja, amigos do rei tem tudo, o restante são os bobos da corte, é como disse um ilustríssimo senador da república, ex-jogador de futebol:” a corte está toda feliz, o rei, o príncipe e o bobo (no caso os bobos somos nós cidadãos corretos, honestos e trabalhadores).   

            Salvo o bom humor, o fato é que a política sempre teve a maioria das indicações por merecimento no serviço público, mas podemos mudar essa situação? Sim, mas precisaremos lutar muito contra várias adversidades que estão cravadas há muitos anos dentro de um sistema público viciado e hostil.

            Vamos realizar, neste instante do artigo, perguntas que poderão ser levantadas pela sociedade a respeito dos critérios de merecimento no serviço público:

Por que existem tantas indicações políticas no serviço público?

Por que os critérios técnicos quase nunca são utilizados?

Por que a legislação não é respeitada em sua integralidade?

            São perguntas que precisam ser respondidas imediatamente, pois há obscuridades na concessão de adicionais por merecimento na administração pública quais sejam suas esferas.

            Enfim, não obedecer ao disposto nas legislações e critérios técnicos para concessão de vantagens legalmente constituídas, também é uma forma de corrupção. Os atos impróprios estão inseridos em muitos formatos dentro da sociedade brasileira.

Volto a perguntar: o que podemos fazer para combater essa situação?

Começar a expor, publicamente, todos os atos de corrupção que tiverem conhecimento.

A corrupção é o pior câncer que existe.

Até à próxima.

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