Por que as rodovias brasileiras são tão ruins?

                   Simples, porque são muito mal administradas. Neste sexagésimo primeiro artigo, trarei ao  conhecimento de todos os leitores, as principais razões que levaram as rodovias brasileiras a estarem em um estado de conservação digno de repúdio. Neste momento inicial do texto, trago informações da extensão da malha rodoviária brasileira, atualmente está com 210,6 mil quilômetros pavimentados, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Transporte – CNT. Vejam bem, deste número absurdo de rodovias, mais de 50% (cinquenta por cento) estão em estado precário de trafegabilidade. Para demonstrar números exatos a vocês, retornamos aos estudos realizados pela Confederação Nacional do Transporte – CNT para dizer que são 57,3% das estradas analisadas apresentam condições inadequadas, enquanto que 42,7% foram consideradas boas, questiono: Por que o Brasil, nação que arrecada mais de 2 trilhões em impostos anuais, não consegue transformar os mais de 50% em rodovias, em vias, no mínimo, razoavelmente satisfatórias? Será que a causa é a nossa famigerada corrupção sistematizada? Tenho a total convicção que sim, são os atos impróprios.

             Continuando nessa mesma rota de conhecimento a respeito das rodovias brasileiras, apresentaremos mais alguns dados fornecidos pela referida Confederação:

 I – São 1.720.643,2 quilômetros de extensão da malha incluindo os trechos pavimentados e sem pavimento;

II – 12,2% são pavimentadas, sendo 5,3% em pista dupla, 94% em pista simples e 0,7% em obras de duplicação.

             É notório observar que a porcentagem de rodovias pavimentadas beira ao ridículo e, mais ainda, nas vias com faixas duplas não tem o que dizer, é chamar a população brasileira de quadrúpedes. E a relação de negócios entre a administração pública e as concessionárias de serviços públicos? Exemplificarei o caso mais próximo aos conhecimentos deste articulista que reside no estado de Mato Grosso do Sul. Apenas a título de compreensão, existe um contrato firmado com uma empresa desde o ano de 2014 para duplicação de 845 quilômetros da BR-163 no mencionado estado da federação. A concessão previa investimentos de R$ 6,5 bilhões de reais até 2020, acontece que em 2017 a empresa tinha duplicado pouco menos de 140 quilômetros e investiu em torno de 2 bilhões de reais segundo dados do próprio governo estadual, questiono:

 Sinceramente, vocês acham que a empresa conseguirá duplicar mais de 600 quilômetros restantes em dois anos?

 Os 6,5 bilhões de reais não é um valor extremamente alto?

 Apenas a título de informação, a União em 2017, autorizou a empresa a ter mais nove anos para concluir a duplicação, queremos saber qual a razão? Quais os reais motivos alegados? Crise econômica? Chuva?

             Quero trazer aos meus leitores, uma situação mais próxima e recorrente, as rodovias e estradas do estado de Mato Grosso do Sul, alguns trechos de malha rodoviária estão bem deteriorados, devido à falta de manutenção ou sinalização precária, sem contarmos que quase a totalidade das vias é de pistas simples, ou seja, comprovadamente mais propícias a acidentes, pergunto: Os governos estaduais, que se “preocupam” tanto com a educação dos condutores, utilizando-se de campanhas “caríssimas”, não mantêm as vias satisfatoriamente conservadas visando à diminuição de acidentes?

             São diversos questionamentos que deverão ser respondidos à sociedade brasileira, o que não aguentamos mais, são tantos casos ocultos que envolvem diretamente recursos públicos, ou seja, nossos impostos. Sugiro que os governos esclareçam toda essa situação, principalmente, no que diz respeito aos contratos firmados entre o poder público e empresas.

 A corrupção é o pior câncer que existe!

 Até breve…

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