Eleição é um negócio bem lucrativo no Brasil.

         Neste sexagésimo sétimo artigo, apresento aos meus leitores uma situação bem conhecida por boa parte da população brasileira, o negócio mais bem lucrativo do “país do futebol”, as eleições. Primeiramente, faço a seguinte pergunta: por que o país chegou a essa situação? Simples responder, tudo por causa da corrupção. Como já havia dito em outros textos, o Brasil nasceu, permaneceu e continuará sendo saqueado pelo ralo da corrupção se nada for feito. Por que as eleições são um negócio desde a redemocratização do país em 1985? Sempre tive o discernimento que onde há dinheiro, consequentemente existe corrupção e as eleições, há mais de três décadas, são regadas a recursos provenientes de todos os lugares e enfatizo, TODOS OS LUGARES!

         As eleições, por serem capitaneadas pelo dinheiro, a própria população fica perdida e, literalmente, vendida ao abuso do poder econômico promovido, indiretamente, pelo pleito. Vivemos toda essa situação calamitosa a cada 02 (dois) anos com eleições municipais intercaladas com estaduais, distritais e federais. Neste momento do texto, vamos trazer alguns conceitos a respeito de recursos que tudo tem a ver com as eleições: o que seria fundo partidário? É o fundo especial de assistência financeira aos partidos políticos que tenham estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral e prestação de contas regular perante a Justiça Eleitoral, fonte: site do TSE. Pergunta: quanto é o valor do fundo partidário para o pleito de 2018? São valores assustadores, R$ 1.716.000.000,00 (um bilhão, setecentos e dezesseis milhões de reais), sendo que 73,5% deste total ficam com apenas dois partidos, fonte: Gazeta do Povo. Questiono: não é muito dinheiro para financiar partidos políticos? Qual o benefício de todos esses recursos para população? Sempre tive dúvidas e garanto que continuarei, com elas, pois ninguém irá responder.

         As eleições no Brasil, assemelham-se e muito a um balcão de negócios onde a a maior moeda de troca é o voto. Ao longo dos anos constatamos, através de processos judiciais, o cometimento, por parte de eleitos a cargos majoritários e proporcionais, da prática do crime de abuso de poder econômico. O fato é que o dinheiro, infelizmente, ditas as regras no pleito. A realidade crua é a seguinte: apenas quem ganha eleição é o político que possui muitos recursos financeiros e coligados com uma quantidade enorme de partidos políticos. Chegou a hora dos questionamentos que permeiam a mente deste articulista.

Para que um fundo partidário bilionário?

Por que 35 (trinta e cinco) partidos registrados? Existe essa necessidade?

Para que constituir coligações? Cada partido não tem a própria ideologia?

Para que a propaganda televisa, no rádio e na internet?

Por que vincular candidato a partido político? Não caberia uma alteração na legislação?

         Lembro a vocês que algumas ações do Tribunal Superior Eleitoral – TSE são válidas como o combate as “fake news”, porém é muito pouco em relação ao tamanho dos problemas encontrados no processo eleitoral. Sou um cidadão cumpridor dos meus deveres e a visão que tenho sobre as eleições, mais exatamente nessas últimas duas  décadas, é decepcionante, ver que o maior momento da democracia se tornou um grande negócio, é triste e revoltante.       

A corrupção é o pior câncer que existe.

Até à Próxima     

           

        

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